Há dias que estou para fazer um novo post aqui, no entanto tem-me sido difícil e, aparentemente, sem razão; quer dizer, eu estou de facto ocupadíssimo com outras coisas bastante mais pertinentes, mas o fulcro da questão não é esse: a minha actividade mental tem andado em cima da média no que toca a ideias e pensamentos errantes e no meio deste mercado-de-peixe-mental não consigo distinguir quem vende o melhor peixe, tal é a confusão – parece-me uma boa metáfora para explicar o “ruído” cerebral que tenho vindo a sentir ultimamente (embora também apele demasiado ao olfacto). Já criei o hábito de anotar as minhas divagações, no entanto está a tornar-se difícil com o aumento desta tempestade cerebral completamente caótica. Nas entrelinhas dos meus pensamentos não é trivial reter alguma informação útil e por vezes encontro-me a admirar os artistas, cientistas e escritores que foram capazes de domar os seus furacões mentais, espremê-los e fazer sumo-de-lógica – com uma pitada de criatividade. Bem, assumo que isto é só uma fase de convalescença após a silly season, como se o cérebro estivesse a queixar-se de umas semanas de inactividade, debitanto apressada e atabalhoadamente uns acordes mentais desafinados. Quando estes acordes me parecerem música voltaremos a encontrar-nos.
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