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Monthly Archives: September 2008

Sou um idealista. Sou pragmático, mas sou idealista; acho que se não houver um ideal sólido por trás das nossas convicções todas as nossas acções serão sempre insignificantes, a uma escala superior. O que fazemos tem consequências futuras e cada acontecimento é um integral infinito de todas as circunstâncias que o potenciaram. É nesta crença que me lanço várias vezes em demandas megalómanas e cujas perspectivas de sucesso são desanimadoras, no entanto é isto que as torna dignas de serem empreendidas. É por isso que com enorme prazer vejo os resultados de uma grande aposta na qual a equipa do Núcleo de Estudantes do Departamento de Física se embrenhou, sabendo à partida que os resultados não seriam testemunhados a curto mas sim a longo prazo. Nos últimos meses tem havido uma enorme campanha de divulgação do curso de Engenharia Física na FCTUC por parte do NEDF/AAC, em colaboração com a jeKnowledge, com o intuíto de esclarecer e erodir alguns mitos que se têm vindo a estabelecer acerca do curso. Os baixos números de colocações, ano após ano, têm também vindo a acrescer como um elemento negativo na reputação do curso, levando muitos a crer que a sua qualidade é duvidosa. Pois bem, como não há força maior do que a razão (ou será Razão?) nós, estudantes associativistas, levámos todos os argumentos positivos deste curso aos alunos que ainda não ingressaram no ensino superior. O momento era crítico, pois os sucessivos anos de vagas por preencher levaram à decisão de fechar este curso de suprema importância para o avanço tecnológico; esta realidade era praticamente inevitável. Foi então com enorme alegria (“euforia” seria mais fidedigno) que ontem recebi a notícia de que todas as 20 vagas do curso foram preenchidas! Tudo aquilo pelo qual trabalhámos aconteceu e os nossos ideais traduziram-se num acontecimento bem palpável. O curso não vai fechar e os novos alunos vão testemunhar a excelência do ensino do Departamento de Física da UC.

Os idealistas não são um caso perdido.

“Acreditar em algo e não o viver é desonesto.”

- Mahatma Gandhi

Há dias que estou para fazer um novo post aqui, no entanto tem-me sido difícil e, aparentemente, sem razão; quer dizer, eu estou de facto ocupadíssimo com outras coisas bastante mais pertinentes, mas o fulcro da questão não é esse: a minha actividade mental tem andado em cima da média no que toca a ideias e pensamentos errantes e no meio deste mercado-de-peixe-mental não consigo distinguir quem vende o melhor peixe, tal é a confusão – parece-me uma boa metáfora para explicar o “ruído” cerebral que tenho vindo a sentir ultimamente (embora também apele demasiado ao olfacto).  Já criei o hábito de anotar as minhas divagações, no entanto está a tornar-se difícil com o aumento desta tempestade cerebral completamente caótica. Nas entrelinhas dos meus pensamentos não é trivial reter alguma informação útil e por vezes encontro-me a admirar os artistas, cientistas e escritores que foram capazes de domar os seus furacões mentais, espremê-los e fazer sumo-de-lógica – com uma pitada de criatividade. Bem, assumo que isto é só uma fase de convalescença após a silly season, como se o cérebro estivesse a queixar-se de umas semanas de inactividade, debitanto apressada e atabalhoadamente uns acordes mentais desafinados. Quando estes acordes me parecerem música voltaremos a encontrar-nos.

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